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A Selic vai subir? Quatro fundos imobiliários com retornos que superam a taxa de juros e chegam a 15,5 ao ano

Em tempos de aperto monetário, investidores costumam questionar se ainda vale a pena investir em fundos imobiliários, diante de uma taxa básica de juros da economia nacional, a Selic, em dois dígitos. Embora a comparação não seja a melhor, segundo os analistas, alguns fundos têm superado com sobra o atual patamar do indicador.

O tema foi destaque da edição desta terça-feira (15) do Liga de FIIs, que teve apresentação de Maria Fernanda Violatti, analista da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, repórter do InfoMoney. No programa, que teve a participação especial do Professor Baroni, da Suno Research, os especialistas deram dicas de quatro bons fundos que pagam dividendos acima da taxa Selic.

Nesta quarta-feira (16), termina mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que definirá o novo patamar da Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Pesquisa XP aponta tendência para aumento de um ponto percentual na taxa. Já o mercado elevou a projeção do indicador no final do ano de 12,25% para 12,75%, de acordo com o último relatório Focus, do BC.

Independentemente da decisão do encontro desta semana, alguns fundos imobiliários têm apresentado retorno com dividendos acima dos atuais níveis da Selic. No Liga de FIIs, foram citados quatro exemplos: XP Crédito Imobiliário (XPCI11), Kinea Securities (KNSC11), Capitânia Securities (CPTS11) e Valora Hedge Fund (VGHF11).

XP Crédito Imobiliário (XPCI11)

Focado no investimento em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), o XP Crédito tem atualmente 65% do portfólio indexado ao IPCA. Outra boa parcela da carteira, 34%, está atrelada ao CDI, que acompanha a elevação da Selic.

“O equilíbrio entre os indexadores permite ao fundo se beneficiar tanto de uma pressão inflacionária como do aumento de juros, como ocorre atualmente”, analisa Maria Fernanda.

Na última distribuição, em fevereiro, o fundo repassou aos cotistas R$ 1,10 por cota, retorno mensal de 1,15%. Em 12 meses, o retorno com dividendos do fundo alcança 14%.

Hoje, o XP Crédito negocia com um P/VPA (preço sobre valor patrimonial) de 1, o que representaria o preço justo da cota. O P/VPA acima de 1 indicaria que o papel está sendo negociado com ágio e, abaixo deste nível, com desconto.

“Diversos fundos, que pagam o mesmo nível de dividendos, estão negociando com ágio e o XP Crédito está no valor justo”, lembra a analista. “O ponto de entrada é mais um ponto atrativo do fundo”, afirma.

Kinea Securities (KNSC11)

De acordo com o último relatório gerencial, 84% dos títulos do portfólio do Kinea Securities estão indexados ao IPCA. O restante da carteira está atrelado às taxas Selic e CDI.

Em fevereiro, o fundo distribuiu R$ 1,00 por cota, montante que representa um retorno mensal de 1,04%. Em 12 meses, o retorno com dividendos do Kinea Securities está em 14,5%.

Para Otuki, os números refletem a qualidade da gestão do fundo, que tem tradição e um histórico de bons resultados no gerenciamento de recebíveis imobiliários.

Com um P/VPA de 1,05, o Kinea Securities está sendo negociado atualmente um pouco acima do valor patrimonial. O ágio, na visão de Otuki, não reduz a atratividade da carteira.

“Até pelo resultado dos últimos doze meses e pelo perfil da gestão, o fundo negocia com ágio”, explica Otuki. “Isso não significa necessariamente um ponto negativo para o fundo, que tem uma boa relação risco retorno”, completa

Capitânia Securities (CPTS11)

A carteira do Capitânia Securities hoje é composta predominantemente por títulos indexados ao IPCA (64%) e cotas de outros fundos imobiliários (35%).

“O fundo usa as cotas de outros FIIs como uma aposta para ganho de capital”, explica Maria Fernanda. “O diferencial do fundo é a diversificação das estratégias, que vão além do rendimento com os recebíveis imobiliários”, destaca.

Em relação aos setores, os títulos do portfólio do Capitânia Securities estão ligados principalmente aos segmentos logístico, de shopping e varejo.

Atualmente, o retorno anualizado com dividendos do fundo está em 14%. Na sexta-feira (18), o fundo distribuirá R$ 1,10 por cota, equivalente a um retorno mensal de 1,13%.

Maria Fernanda lembra ainda que o fundo está sendo negociado hoje próximo ao valor patrimonial, o que também representaria um bom ponto de entrada.

Valora Hedge Fund (VGHF11)

Entre os fundos imobiliários citados pelos especialistas do Liga de FIIs, o Valora Hedge Fund é o que apresenta o maior retorno com dividendos em doze meses: 15,56%.

Em fevereiro, o fundo depositou R$ 0,16 por cota, o que representa um retorno mensal com dividendos de 1,55%, o maior entre os FIIs do Ifix no período.

Otuki destaca o perfil multiestratégia do fundo, que pode investir em CRI, cotas de outros FIIs, fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), fundo de investimento e participações (FIP), além de debêntures imobiliárias e ações de empresas listadas na Bolsa.

“A flexibilidade permite mudar a alocação de acordo com o cenário da economia, aproveitando oportunidade tanto de ganho de capital como de renda”, avalia.

Recentemente, o Valora Hedge Fund também foi apontado como uma boa opção de fundo imobiliário com cotas de baixo valor.

Apesar da simulação com a Selic, os especialistas afirmam que a comparação dos fundos imobiliários com a taxa não é a melhor métrica para medir a atratividade dos FIIs. Segundo eles, a comparação mais eficiente seria com os títulos de longo prazo do Tesouro Nacional.

Esta e outras dicas podem ser conferidas na última edição de ontem do Liga de FIIs, que vai ao ar todas às terças-feiras, às 19h, no canal do InfoMoney no Youtube.

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