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Ações da B3 (B3SA3) caem cerca de 3% após resultado, com Ebitda decepcionando projeções

B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

O resultado da B3 (B3SA3) do quarto trimestre de 2021 não empolgou e as ações registram queda forte na sessão desta sexta-feira (18), com os analistas de mercado destacando principalmente os dados abaixo do esperado para o lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês). Às 10h50 (horário de Brasília) da sessão desta sexta-feira (18), os ativos B3SA3 tinham queda de 2,88%, a R$ 13,50, ainda que amenizando após chegarem a cair 7,91%, a R$ 12,80, na mínima do dia.

O Ebitda recorrente foi de R$ 1,654 bilhão, uma queda de 4,3%, com uma margem recorrente de 75,9%, ante 78,7% de um ano antes, 5,3% abaixo das estimativas do Credit Suisse e 6,4% abaixo do consenso.

O Credit ainda destaca que o lucro líquido recorrente da B3 veio 5,7% abaixo do consenso e 1,1% abaixo das projeções do banco. A operadora da Bolsa teve um lucro líquido de R$ 1,091 bilhão no 4º trimestre do ano passado, praticamente estável na comparação anual, com queda de 0,5% frente o mesmo intervalo de 2020.

O Ebitda abaixo do esperado foi impulsionado por maiores despesas operacionais, destaca o banco, com aumento na maioria das linhas, com destaque para outras despesas no valor de R$ 57 milhões (em grande parte devido a provisões de assessoria jurídica), seguido por pessoal e processamento de dados.

Apesar das maiores despesas no trimestre, a administração reiterou sua orientação de despesas para 2022, que os analistas do banco consideram tranquilizadora. O banco mantém classificação outperform (projeção de desempenho acima da média do mercado) para B3, e preço-alvo de R$ 15 frente a cotação de quinta-feira (17) de R$ 13,90, ou potencial de alta de cerca de 8%.

O Itaú BBA também ressaltou que, na linha da receita, os resultados da B3 não deveriam surpreender o mercado, dados os volumes divulgados anteriormente, mas as despesas operacionais ficaram acima das projeções do banco.

O Volume Médio de Negociações Diárias (ADTV, na sigla em inglês) se sustentou, ainda robusto em ações à vista, ficando estável em relação ao ano anterior e ao trimestre anterior. O Itaú BBA mantém recomendação outperform para o papel, com preço-alvo de R$ 17, ou potencial de alta de 22% em relação ao último fechamento.

O Bradesco BBI também apontou os dados de Ebitda abaixo do esperado, impactados pela aceleração do opex (gastos de manutenção), pois a inflação pesou nos custos de pessoal e a empresa continua investindo no negócio.

Daqui para frente, os analistas continuam acreditando que o foco principal dos investidores deve estar no nível sustentável de volumes, uma vez que a taxa Selic continua subindo. “Vemos a B3 sendo negociada em 17 vezes o preço sobre o lucro esperado para 2022, pouco espaço para uma reclassificação no curto prazo até que tenhamos maior visibilidade sobre o final do ciclo de aperto monetário e riscos potenciais na frente política/macro”, avaliam os analistas. A recomendação segue outperform, com preço-alvo de R$ 15.

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