Avast deixa de operar na Rússia: lista de saída já conta com mais de 250 empresas

Mais uma empresa se uniu ao grupo que já soma mais de 250 companhias que deixaram de operar na Rússia: dessa vez foi a Avast, que atua no segmento de segurança cibernética. Com sede em Londres, ela também anunciou a saída da Bielorrússia em protesto à invasão da Ucrânia pelas tropas russas. Além disso, a Avast informou que destinará aos clientes ucranianos extensões gratuitas nas licenças dos produtos. No ano passado, Ucrânia, Rússia e Bielorrússia contribuíram com 1,5% da receita da Avast.

Ucrânia pressiona mais empresas a abandonar a Rússia

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (10), no Twitter, o Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia fez uma pressão para que cerca de 50 empresas também deixem de atuar na Rússia.

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Na lista, estão multinacionais famosas, como Johnson&Johnson, Pirelli, Michelin, Pfzier, Nestlé, Hilton, Huawei, Bayer, Bosh, Herbalife, Novartis, entre outras. Citado no comunicado, o Burger King divulgou uma nota, em seguida, informando que também deixará o país.

The Ministry of Foreign Affairs of Ukraine reveals the list of companies that have decided to continue working in Russia.
We call on relevant businesses, governments and consumers around the world to boycott such companies and their products. pic.twitter.com/E81w6efbjp

— Stratcom Centre UA (@StratcomCentre) March 10, 2022

Rússia cada vez mais isolada

Desde a invasão da Ucrânia, a Rússia vem sofrendo uma série de sanções econômicas por parte dos Estados Unidos e União Europeia, vivenciando um verdadeiro isolamento social, político, cultural, tecnológico e financeiro em relação ao restante do mundo.

Até mesmo petroleiras famosas deixaram de operar no país. O grupo de energia BP (British Petroleum) anunciou que vai se desfazer de sua participação de quase 20% na estatal russa do petróleo Rosneft, o que deve marcar o fim de uma atuação de mais de 30 anos.

A Shell vai encerrar atividades na Rússia, deixando de lado a participação de 27,5% em um negócio de gás junto à Gazprom. A norte-americana ExxonMobil e a norueguesa Equinor também estão entre as empresas do setor que retiraram os investimentos da nação administrada por Vladimir Putin.

vladimir putin
Quanto mais as ações militares da Rússia se intensificam, mais isolada a nação fica do mundo; mais de 250 empresas já abandonaram o país, que deve ter sérias consequências na economia. Imagem: Shutterstock

A lista é bem extensa e atinge todos os setores econômicos, passando pelo automobilístico, moda, transportes, entre outros.

Assim, quanto mais a Rússia avança no domínio das terras ucranianas, maiores são as consequências negativas diante de seus cidadãos, deixando o país não somente isolado, mas também travado no próprio desenvolvimento que, certamente, deixará inúmeras sequelas irreversíveis em vários setores da economia.

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