Em discurso no Congresso dos EUA, Zelensky compara invasão russa com 11 de setembro e pede apoio

(ANSA) – Em discurso ao Congresso dos Estados Unidos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comparou nesta quarta-feira (16) a situação de seu país com os atentados de 11 de setembro, que deixaram um saldo de quase 3 mil mortos em 2001.

Ovacionado de pé pelos congressistas americanos, Zelensky falou por meio de videoconferência e procurou manter o discurso otimista perante a agressão russa, mas voltou a cobrar mais ajuda das potências ocidentais. “Esse é um terror que a Europa não via havia 80 anos.

Lembrem-se de Pearl Harbor, na terrível manhã de 7 de dezembro de 1941, quando seus céus ficaram pretos com os aviões atacando vocês.

Lembrem-se do 11 de setembro, o terrível dia quando o mal tentou tornar suas cidades em campo de batalhas. Nosso país experimenta isso todos os dias”, disse.

O presidente reiterou que a Ucrânia precisa de uma zona de exclusão aérea em seu território, pedido já rechaçado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), já que poderia colocar a aliança militar em confronto direto com a Rússia e desencadear uma terceira guerra mundial.

“Precisamos de uma zona de exclusão sobre a Ucrânia ou então de aviões. Vocês sabem que eles existem. Vocês dizem ‘I have a dream’ [‘Eu tenho um sonho’, frase icônica de Martin Luther King], e posso dizer a vocês: ‘I have a need’ [Eu tenho uma necessidade], que é proteger nosso espaço aéreo”, afirmou. Zelensky expressou gratidão pela ajuda dos EUA, mas disse que o país pode “fazer mais para parar a máquina de guerra da Rússia”. “Mas não vamos nos render”, garantiu.

O presidente ainda pediu que Washington sancione “todos os políticos russos” e cobre que todas as empresas americanas deixem a Rússia imediatamente. O mandatário tem feito discursos aos parlamentos de diversos países ocidentais para tentar aumentar a pressão por suporte militar.

A Otan, no entanto, teme que um envolvimento maior de seus membros no conflito cause uma escalada militar potencialmente catastrófica para todo o mundo. O próprio presidente dos EUA, Joe Biden, já reiterou que vai defender “cada centímetro” de território da Otan, mas deixou claro que não enviará tropas e aviões para combater na Ucrânia. (ANSA)

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