Envio de nudes não solicitados vira crime no Reino Unido

O governo do Reino Unido anunciou que o envio de nudes não solicitados se tornará crime, a prática é conhecida como “cyberflashing”. A medida está prevista dentro de um novo pacote de leis da segurança digital do país.

A nova medida visa proteger os usuários das redes sociais, especialmente meninas. Uma pesquisa publicada em 2020 apontou que cerca de três a cada quatro meninas entre 12 e 18 anos já receberam alguma imagem íntima não solicitada de homens.

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O comunicado oficial afirma que será considerado cyberflashing qualquer imagem sexual ou os famosos nudes enviados de maneira não solicitada pelas “redes sociais ou aplicativos de namoro, mas também por compartilhamentos via Bluetooth ou Airdrop”.

A secretária de Cultura do Reino Unido, Nadine Dorries, afirmou que “o próximo projeto de lei de segurança online forçará as empresas de tecnologia a impedir que suas plataformas sejam usadas para cometer atos vis de cyberflashing. Estamos trazendo todo o peso para os indivíduos que perpetram esse comportamento horrível”.

O texto da lei aponta que “mandar fotos ou vídeos dos genitais de uma pessoa para o propósito de gratificação sexual própria ou causar humilhação, alerta ou preocupação na vítima” pode gerar até dois anos de prisão.

Imagem borrada de homem nu com as mãos nas partes íntimas
Imagem: Jan Prokopius/Shutterstock

O professor e comissário de direito penal da Comissão de Direito, órgão independente que analisa leis na Inglaterra e País de Gales, Penney Lewis, afirmou que relatos de cyberflashing estão aumentando de forma preocupante. Essa ofensa fecha brechas na lei existente e garantirá que o flash cibernético seja tratado tão seriamente quanto o flash pessoal”.

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