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Espectrógrafo do Telescópio Espacial James Webb está pronto para estudar a química do universo

Durante o comissionamento do Telescópio Espacial James Webb (JWST) e o alinhamento contínuo do espelho principal, a equipe responsável pelo instrumento científico Espectrógrafo Quase Infravermelho (NIRSpec) concluiu com sucesso a caracterização de três mecanismos que são fundamentais para o instrumento fazer seu trabalho.

“A equipe do NIRSpec continuará seus esforços de comissionamento. Toda a equipe está muito ansiosa para o início das observações científicas”, diz um comunicado assinado por representantes do NIRSpec publicado na quinta-feira (3) no blog da Nasa dedicado ao observatório.


Quando já estiver em operação, o NIRSpec dividirá a luz dos alvos que Webb observa no que os cientistas chamam de espectro, medindo a quantidade de luz com comprimentos de onda específicos. Essa “impressão digital” vai permitir que os astrônomos descubram mais sobre galáxias, exoplanetas e outros objetos, ao fornecer informações como massa, temperatura e composição química.

Com o NIRSpec, o JWST pode examinar espectros de até 100 galáxias ao mesmo tempo, tornando as observações muito mais eficientes, tendo em vista que coletar os fótons de luz de objetos tão distantes custará ao observatório centenas de horas.

Como funciona o NIRSpec do telescópio James Webb

Segundo a equipe, os três principais mecanismos do NIRSpec são um conjunto de rodas de filtro, um conjunto de rodas de grade e um conjunto de mecanismos de refoco (RMA). A roda de grade espalha luz de um alvo de interesse em suas cores (comprimentos de onda) para fazer um espectro. Por sua vez, a roda do filtro reduz a contaminação, bloqueando comprimentos de onda fora do que os cientistas estão interessados em observar. Em seguida, o mecanismo de refoco ajusta o foco do instrumento.

Espectógrafo Quase Infravermelho (NIRSpec) do Telescópio Espacial James Webb durante a montagem no Goddard Space Flight Center da Nasa. Imagem: NASA/Chris Gunn

Cada um desses conjuntos foram testados separadamente, começando com o da roda do filtro, para garantir que suas oito posições direcionadas para a frente e para trás estejam funcionando.

“Em cada posição, registramos um conjunto de dados de referência”, disseram os funcionários da NIRSpec. “Esses dados nos mostraram o quão bem a roda estava se movendo, e com que precisão ela se estabeleceu em cada posição. Entre cada posição, baixamos dados de ‘buffer de alta capacidade’ dos sensores de posicionamento, e analisamos os dados, que mostraram que a roda se moveu muito bem, mesmo na primeira tentativa”.

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Em seguida, os engenheiros registraram os dados de referência do conjunto da roda de grade e testaram as posições da mesma forma, verificando que tudo estava funcionando corretamente.

Por último, com o RMA, os engenheiros também fizeram uma coleta inicial de dados antes de comandar o mecanismo para avançar “algumas centenas de passos da posição de lançamento”, revelou o comunicado.

“Após o movimento inicial, comandamos os espelhos RMA para sua posição de melhor foco anterior. As conclusões bem sucedidas deste teste nos mostraram que o RMA é um mecanismo bem comportado e saudável”, disseram os cientistas.

Em meio ao checkout de instrumentos, o alinhamento do espelho principal continua em sua quarta fase, com foco na medição e correção de pequenas diferenças de altura entre os 18 segmentos hexagonais que o formam.

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