Estados Unidos fecham o cerco contra o Tik Tok e abrem investigação sobre danos a crianças e adolescentes

Procuradores dos Estados Unidos abriram uma investigação contra o Tik Tok para analisarem possíveis danos aos usuários mais jovens, inclusive adolescentes e crianças. Pelo menos oito estados norte-americanos estão investigando se o design e as promoções do site chinês contribuem para danos à saúde física e mental, incluindo possíveis violações às leis estaduais de proteção ao consumidor.

Investigação segue mesma linha da aberta contra o Facebook

A investigação contra o Tik Tok, de propriedade da empresa chinesa ByteDance, segue a mesma linha da que foi aberta contra o Facebook, da Meta, iniciada em novembro.

Liderados por Massachusetts, Nebraska e Califórnia, os procuradores estão observando vários aspectos do aplicativo, inclusive o aumento no engajamento e possíveis usos indevidos de recursos gráficos que influenciam no vício, fazendo com que os jovens fiquem várias horas conectados.

“Como crianças e adolescentes já lidam com problemas de ansiedade, pressão social e depressão, não podemos permitir que as mídias sociais prejudiquem ainda mais sua saúde física e bem-estar mental”, disse Maura Healey, procuradora-geral de Massachusetts.

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Tik Tok se defende

O TikTok informou que age para evitar que danos psicológicos sejam causados em seus usuários e disse que adicionou novas medidas de segurança e privacidade destinadas a proteger adolescentes.

“Nos preocupamos profundamente em construir uma experiência que ajude a proteger e apoiar o bem-estar de nossa comunidade e apreciamos que os procuradores gerais do estado estejam se concentrando na segurança dos usuários mais jovens”, disse a empresa em comunicado.

Feed do TikTok na televisão
Procuradores dos EUA estão de olho em possíveis danos que o Tik Tok causa em adolescentes e crianças, principalmente no aspecto emocional. Imagem: ByteDance/Divulgação

Segurança infantil no centro dos debates

A segurança infantil on-line está no centro dos debates em Washington, e as empresas de mídia social estão sob intenso escrutínio sobre seus possíveis danos a crianças e adolescentes.

Documentos internos vazados de uma denúncia contra o Facebook, no ano passado, revelaram que a empresa descobriu que alguns usuários adolescentes do Instagram tinham a auto-estima abalada e se sentiam pior sobre si mesmos depois de usar o aplicativo.

Vários membros do Congresso já ouviram familiares de meninas adolescentes que foram direcionadas para conteúdo nocivo no Instagram, contribuindo para distúrbios alimentares e automutilação.

Desde então, os legisladores apresentaram vários projetos de lei destinados a restringir a publicidade direcionada a crianças, com o objetivo de impedir que as empresas de mídia social rastreiem dados de usuários jovens.

Recentemente, o presidente Joe Biden, solicitou privacidade e outras proteções regulatórias para os jovens online, afirmando: “Devemos responsabilizar as mídias sociais pelo experimento nacional que estão realizando em nossos filhos com fins lucrativos”.

Via: The New York Times

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