Gavekal: Brasil tem atrativos para fluxo, mas ativos da Rússia não vêm agora

O Brasil tem algumas vantagens e atrativos como destino de capital para o investidor internacional. Mas não deve ocorrer no curto prazo uma realocação de ativos aplicados na Rússia, disse Anatole Kaletsky, sócio-fundador e economista-chefe da Gavekal Research, uma das casas de análise mais importantes do mundo. A razão é que os investidores não vão conseguir liquidar suas posições no mercado russo e, se tentarem, os preços vão a zero.

Kaletsky observa que, como a crise na Ucrânia estava se desenhando há pelo menos 3 meses, alguns investidores já vinham mudando o destino de seus recursos. E o Brasil recebeu fluxos adicionais, influenciado por ser uma economia produtora de commodities, que se beneficiam do novo cenário mundial. Outro atrativo é que os preços no mercado doméstico estavam depreciados, comparado a outros emergentes.

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Se no curto prazo os ativos de risco se beneficiam, no médio e longo prazo, a realocação precisa ser em ativos de valor real, disse Kaletsky. Os ativos puramente monetários, incluindo o dinheiro, vão perder valor de forma mais rápida pela frente do que ocorreu no passado.

Questionado sobre o que Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) fará nesse ambiente de guerra, Kaletsky disse que a instituição vai evitar provocar novos choques. Assim, não deve subir os juros em 50 pontos-base, como chegou a prever anteriormente. O mais provável é um aumento de 25 pontos e a indicação de outras elevações nesse patamar para as próximas reuniões. “O Fed ficou agora mais previsível do que antes do conflito”, afirmou em evento do BTG Pactual.

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