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“Guerra na Ucrânia é sinal de que países precisam garantir segurança energética de forma mais eficiente”, diz diretor da Aeris Energy

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia tem causado efeitos sensíveis para a economia global, em especial sobre as commodities, como o petróleo e o gás. Entretanto, essa não é uma preocupação muito grande para a fabricante de pás eólicas Aeris Energy (AERI3).

Em live do InfoMoney, o diretor de planejamento e relações com investidores da companhia Bruno Lolli afirmou que a Aeris não possui matérias-primas vindas de nenhum desses dois países. Ainda assim, a situação da Europa fez com que a empresa revisse e intensificasse todos os seus processos de gestão de estoque, principalmente dos materiais que saem dos portos europeus.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do quarto trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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O conflito, segundo Bruno, levanta uma questão importante para governos de todos os países em relação às energias renováveis. “É mais um sinal de que os países precisam garantir segurança energética de forma mais eficiente e a energia renovável permite isso, de uma forma mais sustentável e competitiva”, destacou.

E as projeções da empresa são promissoras para 2022. Segundo o executivo, pelo menos 80% das linhas de produção da Aeris devem estar ocupadas neste ano, em virtude da tendência de aquecimento que mostra o mercado. No quarto trimestre de 2021, a ocupação média nas linhas de produção foi de aproximadamente 85% do que havia sido estabelecido em contrato.

Preços

Os preços dos produtos fabricados pela Aeris variam de acordo com a ocupação das linhas de produção da empresa. Isto é, quanto maior for o percentual de ocupação, menor é o preço do produto. É a curva de variação dessas taxas que mantém a capacidade da Aeris de gerar o mesmo retorno sobre o capital investido, independente da taxa de ocupação.

“O nosso foco é remunerar capital da melhor forma possível”, disse Lolli. A Aeris, continuou o diretor, já capturou quase todos os clientes relevantes da cadeia de geração de energia eólica. Então, o desafio agora é crescer internamente nesses clientes, o que depende da capacidade de relacionamento com eles.

O contato se dá de forma justa, de acordo com o executivo, e com base na assunção de riscos entre empresa e comprador: Aeris e clientes sentam à mesa e discutem os riscos do negócio. Quanto menor o risco para a Aeris, mais certeza a empresa tem de que atingirá as metas de retorno sobre o capital que foi investido.

“Nós fazemos parcerias com os nossos clientes para reduzir os custos. A nossa meta é fazer uma alocação de capital inteligente, atender os preços esperados pelo cliente e entregar os produtos no prazo, sem desperdícios.”

Lolli falou ainda sobre a possibilidade de desenvolvimento dos parques de produção de energia eólica offshore, as projeções de expansão da empresa para 2022, tendo em vista a alta nos custos operacionais de produção e as perspectivas de entrar cada vez mais no mercado nacional, além de remuneração ao acionista através de dividendos. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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