Movimento pró-Ucrânia pressiona big techs para que aumentem as sanções contra a Rússia

Além do ‘exército de TI’ convocado pelo ministro da Transformação Digital ucraniano, Mykhailo Fedorov, profissionais de tecnologia com descendência ucraniana estão unidos para ajudarem o país a combater a Rússia no universo digital. Eles também realizam campanhas de arrecadação de fundos para a compra de suprimentos médicos. As ações acontecem por e-mail e petições online, de olho na persuasão das big techs, com um objetivo em comum: que dificultem ainda mais a vida dos russos.

Combate online

Pedidos de ações mais enérgicas contra o governo russo já foram enviados para a empresa de segurança na internet Cloudflare Inc, Google e Amazon.

“As empresas devem tentar isolar a Rússia o máximo possível, o mais rápido possível, pois somente as sanções não são suficientes”, disse Olexiy Oryeshko, engenheiro de software da equipe do Google.

De origem ucraniana, Oryeshko é um dos ativistas do setor de tecnologia que respondeu ao chamado de Kiev para formar um “exército de TI” voluntário.

Muitas empresas romperam os laços com a Rússia devido a novas restrições comerciais do governo, mas os ativistas estão exigindo mais, segundo reportagem da Reuters.

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Apelo às empresas de segurança cibernética

Os profissionais de TI estão apelando às empresas de segurança cibernética em particular, solicitando que abandonem os clientes russos.

Igor Seletskiy, executivo-chefe da CloudLinux, fabricante de software com sede em Palo Alto, pediu que a Cloudflare abandone vários sites de notícias russos.

“Dado que até a Suíça tomou partido, acho que seria uma declaração importante se a Cloudflare fizesse o mesmo”, escreveu em um e-mail para executivos.

A Cloudflare informou que encerrou alguns clientes por causa das sanções e começou a revisar as contas sinalizadas no e-mail de Seletskiy.

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Profissionais de TI de origem ucraniana estão focados em um movimento mundial de apoio ao país; eles querem que as big techs aumentem a pressão com mais sanções contra a Rússia. Imagem: Shutterstock

Google no foco do movimento

No Google, trabalhadores, incluindo centenas de descendentes de ucranianos, assinaram uma carta interna endereçada ao CEO Sundar Pichai pedindo que a gigante das buscas forneça mais ajuda à Ucrânia e modifique seus serviços, como mapas e ferramentas de publicidade.

O Google se recusou a comentar. Nos últimos dias, proibiu a mídia estatal russa de ferramentas de publicidade e distribuição e aumentou as medidas de segurança para usuários na Ucrânia.

Os ativistas também estão procurando maneiras de atrapalhar a vida dos civis russos, com o objetivo de enfraquecer o apoio à guerra na Rússia.

Uma petição online organizada por Stas Matviyenko, CEO da empresa de pedidos antecipados de restaurantes Allset em Los Angeles, convocou os desenvolvedores dos EUA de entretenimento, pagamento, namoro e outros aplicativos para bloquear o acesso na Rússia. A força financeira e da cadeia de suprimentos da Big Tech também podem ajudar.

Movimento pede auxílio da Amazon na entrega de suprimentos

O grupo de ajuda humanitária Nova Ucrânia, com sede no Vale do Silício, pediu à Amazon que doe tempo de trabalho junto com espaço para bandagens e outros suprimentos cruciais em seus aviões de carga e veículos que vão para países vizinhos, como a Polônia.

“Eles têm a escala que ninguém mais tem”, disse Igor Markov, diretor da Nova Ucrânia e cientista de pesquisa tecnológica.

A Amazon não se manifestou. Esta semana, a empresa disse que doaria até US$ 10 milhões para organizações que prestam apoio à Ucrânia.

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Via: Reuters

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