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Ofertas de fundos imobiliários somam R$ 600 milhões em fevereiro, bem abaixo da média mensal de R$ 4,3 bilhões de 2021; Ifix sobe

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O volume de emissões dos fundos imobiliários em fevereiro seguiu abaixo do ritmo verificado em 2021, aponta relatório do Hedge Top FoF (HFOF11), que monitora mensalmente as novas ofertas do segmento.

De acordo com o levantamento, o mês passado terminou com R$ 600 milhões captados pelos FIIs, volume inferior à média mensal de 2021, em torno de R$ 4,3 bilhões. Em janeiro, as captações somaram R$ 200 milhões.

Para a gestão do Hedge Top FoF, a desaceleração reflete o arrefecimento do mercado nos últimos meses. Os gestores citam o exemplo do volume médio diário negociado, que caiu pelo quarto trimestre consecutivo e alcançou R$ 241 milhões no início de 2022. Há um ano, o número estava em R$ 287 milhões.

Na semana passada, o boletim mensal da B3 já havia apontado que o volume médio mensal movimentado pelos fundos imobiliários em fevereiro totalizou R$ 4,4 bilhões, o menor nível desde novembro de 2020.

O estudo do Hedge Top FoF ressalta ainda que as emissões em andamento e em análise somam atualmente R$ 8,4 bilhões. Os fundos de recebíveis são responsáveis por 39% das captações, considerando as ofertas públicas (CVM 400) e as restritas (CVM 476).

Fonte: FII Hedge Top FoF

IFIX hoje

Na sessão desta quarta-feira (16), o IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – opera no campo positivo. Às 11h01, o indicador registrava elevação de 0,21%, aos 2.713 pontos. Ontem, o indicador fechou com alta de 0,12%, interrompendo uma sequência de sete dias de queda. Confira os destaques da sessão de hoje:

Maiores altas desta quarta-feira (16):

Ticker Nome Setor Variação (%)
KISU11 KILIMA Títulos e Val. Mob. 2,31
FIGS11 General Shopping Shoppings 2,03
HSAF11 HSI Ativos Financeiros Títulos e Val. Mob. 1,44
BRCO11 BRESCO Logística Logística 1,38
BTAL11 BTG Pactual Agro Outros 1,39

Maiores baixas desta quarta-feira (16):

Ticker Nome Setor Variação (%)
VCJR11 Vectis Juros Real Títulos e Val. Mob. -1,25
GALG11 Guardian Logística Híbrido -1,19
XPML11 XP Malls Shoppings -1,09
RBFF11 Rio Bravo Ifix Títulos e Val. Mob. -0,86
DEVA11 Devant Títulos e Val. Mob. -0,84

Fonte: B3

BTG Pactual Logística retoma imóvel vendido a outro FII, BlueMacaw Logística tem patrimônio reavaliado em 3% e mais

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

BTG Pactual Logística (BTLG11) retoma imóvel negociado com Mogno Logística (MGLG11)

O fundo BTG Pactual Logística comunicou ao mercado, nesta terça-feira (15), que retomará um dos imóveis vendidos para o fundo Mogno Logística no ano passado.

Em maio de 2021, o BTG Logística vendeu para o Mogno os imóveis Itambé São Paulo, Supermarket Rio de Janeiro, Magna Vinhedo e Ceratti Vinhedo.

Um aditivo incluído no contrato entre as carteiras, porém, prevê a devolução do Supermarket Rio de Janeiro. Em fato relevante, o fundo não justificou a decisão.

Pelos cálculos do BTG Logística, o retorno do imóvel trará um impacto na operação do fundo equivalente a R$ 1,20 por cota.

Inicialmente, os espaços foram negociados por R$ 168 milhões. Com a devolução de um dos imóveis, o valor final da transação ficou em R$ 153 milhões, um lucro equivalente a R$ 5,71 por cota.

Reavaliação do patrimônio do BlueMacaw Logística ( BLMG11) aponta elevação de 3,12%

A Colliers International do Brasil, consultoria especializada no mercado imobiliário, finalizou a reavaliação dos imóveis do BlueMacaw Logística e o laudo apontou elevação de 3,12% no valor justo dos espaços.

De acordo com o fundo, a variação representa um aumento de R$ 8,04 ao valor patrimonial por cota, que alcança R$ 99,38, de acordo com cálculos do fundo. No fechamento do mercado nesta terça-feira (15), o papel foi negociado a R$ 80,57.

Com patrimônio líquido de R$ 350 milhões, o portfólio do fundo é composto por quatro imóveis que, juntos, somam uma área bruta locável (ABL) de 285 mil metros quadrados.

Os galpões estão localizados no Rio de Janeiro (RJ), São Bernardo do Campo (SP), Jandira (SP) e Extrema (MG). Os espaços estão locados para empresas como Via, Toyota, Mercado Livre e Dafiti.

GGR Covepi (GGRC11) passa a ter direito ao aluguel de R$ 1,252 milhão de imóvel em Uberlândia (MG)

O fundo GGR Covepi realizou nesta terça-feira (15) o pagamento da segunda parcela referente à compra de imóvel em Uberlândia (MG), alugado atualmente para as Lojas Americanas S.A.

De acordo com comunicado ao mercado, o fundo já havia desembolsado R$ 101 milhões na assinatura do contrato e, agora, depositou mais R$ 61 milhões. O valor total da transação é de R$ 253 milhões.

Para o pagamento da segunda parcela, o GGR Covepi emitiu um certificado de recebíveis imobiliários (CRI) repassando, durante 14 anos, os aluguéis do contrato que tem com a Cia Hering, que ocupa espaço de 27 mil metros em Anápolis (GO).

Com o pagamento das duas primeiras parcelas do negócio, o fundo terá direito ao recebimento do valor do aluguel do imóvel de Uberlândia, locado pelas Lojas Americanas S.A, um montante de R$ 1,252 milhão ao mês.

Envolvido em questões judiciais e até em um incêndio, o GGR Covepi registrou o pior desempenho entre os fundos imobiliários em fevereiro, queda de 9,65%.

Dividendos de hoje

Confira quais são os sete fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta quarta-feira (16):

Ticker Fundo Rendimento
CVBI11 VBI Cri R$ 1,12
TSER11 Tishman Speyer Renda Corporativa R$ 0,93
RVBI11 VBI Reits FoF R$ 0,75
MGIM11 Mogno RE R$ 0,74
CPFF11 Capitânia FoF R$ 0,63
BLCA11 Bluemacaw Catuaí R$ 0,51
RBCO11 RB Capital Office Income R$ 0,35

Fonte: InfoMoney

Giro Imobiliário: inflação se espalha e 282 itens sobem de preço em fevereiro, em novo recorde

A fatia de produtos e serviços que tiveram aumento de preços em fevereiro voltou a bater recorde histórico, atingido anteriormente em dezembro do ano passado. O aumento da inflação nos últimos anos tem beneficiado os fundos imobiliários de “papel”, que investem em títulos de renda fixa cuja rentabilidade acompanha indicadores como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dos 377 itens que compõem a inflação oficial do País medida pelo IPCA, 74,8% registraram aumento em fevereiro, aponta levantamento da LCA Consultores. Em dezembro do ano passado, essa marca tinha sido atingida e era a maior desde o início da série em agosto de 1999. Mas, em janeiro deste ano, a parcela de itens que havia registrado variações acima de zero nos preços tinha diminuído para 73,2%.

“De novo o resultado se igualou a o recorde da série histórica, o que é preocupante”, afirma Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores. Ele observa também que, quando se exclui os alimentos, que somam 168 produtos e é o maior grupo em número de itens do IPCA, 73% dos 209 itens restantes tiveram variação de preços acima de zero no mês passado. Esse resultado, com ajuste sazonal, também é uma marca histórica.

Segundo o economista, esses recordes das fatias de itens com alta de preços atingidos em fevereiro revelam um grande espalhamento da inflação na economia brasileira e o aumento da inércia inflacionária. “Está bem claro que a qualidade da inflação vem piorando bastante”, diz Imaizumi.

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