Palco de acidente nuclear, litoral de Fukushima é atingido por forte terremoto

O litoral de Fukushima, no Japão, sofreu um terremoto de 7,3 pontos na Escala Richter, gerando alerta de tsunami por parte das autoridades locais. Fukushima é a mesma região onde, em 2011, um desastre nuclear em uma usina localizada em Ōkuma foi causado por uma outra combinação de terremoto e tsunami – o desastre conhecido como “Terremoto de Tōhoku”.

Felizmente, o alerta de tsunami já foi removido, com as autoridades atestando que o momento de maior preocupação já passou. Ainda assim, o tremor ocorrido nesta quarta-feira (16) deixou duas milhões de casas na região norte de Tóquio sem energia, segundo informações do jornal britânico The Guardian. Apesar do risco de tsunami ser descartado, a agência de meteorologia do Japão decidiu manter uma “atenção minoritária”, afirmando à emissora de televisão NHK que ondas de 20 centímetros (cm) atingiram os bancos de areia na região de Ishinomaki, a 390 km de Tóquio.

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— The Independent (@Independent) March 16, 2022

A tsunami warning was issued by Japanese officials Wednesday following a 7.3-magnitude earthquake that hit off the coast of Fukushima prefecture, where a 2011 quake caused a disaster at a nuclear power plant.https://t.co/xHSrkYuJ7P

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Strong earthquake!
Tsunami warning in Miyagi and Fukushima prefecture.
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Imagens divulgadas pela mesma emissora, aliás, mostram a parede derrubada de uma loja de departamentos e uma loja de conveniência com diversos produtos espalhados pelo chão.

Segundo especialistas em sismologia – a ciência por trás de terremotos -, um tremor de escala 7,3 é considerado forte, onde há boa possibilidade de “dano à maioria dos edifícios – alguns podendo desabar parcialmente ou completamente”, além de um choque dessa magnitude ser percebido por longas distâncias.

Em 2011, quando o desastre nuclear ocorreu, o Terremoto de Tōhoku registrou 9,0 pontos na mesma escala – algo considerado “majoritário”, podendo causar dano extremo mesmo em estruturas desenhadas para resistir a tremores e mudanças permanentes na topografia da região atingida.

Apesar das preocupações, tudo indica que o pior neste novo tremor já passou: segundo um comunicado da Tepco (Tokyo Electric Power Company), a empresa que administra a usina nuclear de Daiichi, em Fukushima, funcionários da estrutura não relataram nenhuma anormalidade. De acordo com o Secretário da Chefia de Gabinete Governamental, Hirokazu Matsuno, outras duas usinas nucleares na região também não comunicaram nenhum problema.

Vale lembrar que a usina em Daiichi está em processo de fechamento. O governo japonês disse ter enviado aviões de caça para a região, para fins de observação aérea e avaliação de danos.

Se nas usinas não houve danos, o mesmo não pode ser dito da região urbanizada: segundo relatos da NHK, além de 2,2 milhões de casas sem energia (em 14 distritos), relatos variados indicavam focos de incêndio, deslizamento de pedras e danos estruturais em diversos edifícios.

A East Japan Railway Company ordenou a suspensão da maior parte dos serviços ferroviários – tanto de transporte público como de logística e entrega de insumos e encomendas. Pouco tempo depois, porém, esses serviços foram gradualmente restabelecidos. Um trem – o expresso Tohoku Shinkansen – foi parcialmente descarrilado, mas ninguém se feriu.

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