Pesquisadores iniciam testes em humanos da vacina contra raiva

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto de Saúde Ifakara, na Tanzânia, iniciaram os testes de uma nova vacina contra raiva em humanos. Os testes devem comparar o novo imunizante com um outro que já está em uso na Tanzânia.

Serão aplicadas 192 doses durante os testes clínicos da vacina conhecida como ChAdOx2 RabG. A ideia é entender se a vacina contra a raiva de Oxford de dose única desenvolve a mesma proteção que o esquema já existente que contempla mais uma aplicação.

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A nova vacina utiliza a mesma tecnologia aplicada na fórmula da Covid-19, alterando o vetor viral. Mas o maior feito do novo imunizante é a possibilidade de facilitar a distribuição e aplicação em países mais pobres, que são limitados do acesso do esquema vacinal atual pelo seu valor exorbitante.

O pesquisador responsável pela nova vacina, Sandy Douglas, apontou que a raiva mata mais de 50 mil pessoas por ano, principalmente na Ásia e na África. “É a única infecção viral conhecida com essencialmente 100% de fatalidade”, completa.

“A raiva causa mais de 1,5 mil mortes por ano na Tanzânia e impõe um encargo financeiro significativo para os mais pobres da comunidade que necessitam de PEP [profilaxia pré-exposição] e tratamento de apoio após uma mordida com animal raivoso”, disse Ally Olotu, do Instituto de Saúde Ifakara.

Pesquisadores iniciam testes em humanos da vacina contra raiva. Crédito: Melinda Nagy/Shutterstock

“As vacinas antirrábicas atuais são eficazes, mas requerem doses múltiplas e são muito caras para uso amplo. Uma vacina de dose única e de baixo custo seria um divisor de águas. Este estudo deve nos mostrar se nossa nova vacina pode fornecer isso”, complementou Douglas.

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