Reprogramação parcial das células retardou o envelhecimento em testes, diz estudo

Um novo estudo realizado em modelos animais apontou que um método conhecido como reprogramação parcial de longo prazo foi capaz de produzir bons resultados ao retardar o envelhecimento. Em camundongos, a técnica se mostrou bastante segura e eficaz, e deve ser usada em animais maiores.

De acordo com a equipe, os tecidos dos rins e da pele dos animais foram rejuvenescidos através da reprogramação parcial de longo prazo. Isso significa que as expressões dos genes que causam inflamação, morte celular e resposta ao estresse foram reduzidas nos animais tratados.

Maior proliferação e menor cicatrização

Falando especificamente da pele, os tecidos conseguiram até mesmo se proliferar mais e cicatrizar menos. Este processo é o contrário do que costuma acontecer com o órgão durante a velhice. Além disso, os “relógios epigenéticos”, que são uma medida dos níveis de envelhecimento do DNA, pareciam “atrasados”.

Técnica usada pelos pesquisadores permitiu que as células voltassem a um status “mais jovem”, mas não de células-tronco. Crédito: Yurchanka Siarhei/Shutterstock

Segundo o autor sênior do estudo, o biólogo Juan Carlos Izpisua Belmonte, além de combater doenças relacionadas à idade, a reprogramação parcial de longo prazo pode ser uma ferramenta para restaurar a saúde dos tecidos e do organismo, melhorando as funções das células em doenças neurodegenerativas.

Belmonte ponderou, porém, que os estudos são bastante preliminares e, até o momento, os testes só foram feitos com camundongos. Porém, caso a replicação do tratamento seja possível em humanos, a técnica poderia ajudar os humanos a evitar algumas das piores partes do processo de envelhecimento.

Fatores Yamanaka

Os pesquisadores experimentaram a técnica em quatro proteínas que regulam a expressão do DNA. coletivamente, essas proteínas são conhecidas como “fatores Yamanaka”, que receberam esse nome como uma homenagem ao cientista pioneiro nas células-tronco.

Originalmente, essa técnica foi pensada para transformar células adultas de volta em células-tronco. Porém, como o nome sugere, os pesquisadores do Instituto Salk para Pesquisas Biológicas, nos Estados Unidos, conseguiram fazer uma reprogramação parcial das células.

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Em outras palavras, isso significa que as células não voltam a ser células-tronco, mas apenas retornam para um estado mais jovem. Caso isso seja feito em células o suficiente no corpo de um animal, podem fazer com que o relógio biológico de todo o organismo pareça mais jovem.

Apesar de o método ainda estar há pelo menos alguns anos de ser desenvolvido o suficiente para testes em humanos, os resultados preliminares animam bastante os pesquisadores e pessoas que querem ser jovens para sempre. Além, claro, de ser uma possível chave para tornar o passar dos anos menos dolorosos.

Via: Science Alert

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