Rio vai ter nova bolsa em parceria com Nasdaq para negociar créditos de carbono

Governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (Divulgação - Governo RJ)

Após 21 anos de ter a sua Bolsa de Valores fechada, aparentemente o Rio de Janeiro sentiu saudades do mercado. Uma nova bolsa deve começar a funcionar no estado no segundo semestre de 2022, focada na compra e venda de créditos de carbono e ativos ambientais como energia, clima e florestas.

A nova Bolsa é fruto de uma parceria entre o Governo do Rio e a Nasdaq. Nesta terça-feira (8), em Nova York, o governador do Rio, Cláudio Castro assinou um protocolo de intenções com a Nasdaq e a Global Environmental Asset Plataform (GEAP), para viabilizar a implantação da plataforma de negociações.

Segundo informado pelo governo do Rio, a parceria prevê o intercâmbio de informações entre o estado, a Nasdaq e a GEAP para certificar, emitir e negociar créditos de carbono. A expectativa é que o Rio alcance um potencial econômico ambiental com um estoque de 73 milhões de toneladas de CO2, o que representaria R$ 25 bilhões.

Cada tonelada deste tipo de ativo pode chegar a valer US$ 5. “O segmento vem ganhando força no mundo e é visto como uma das alternativas de retomada da economia após a crise causada pela pandemia da Covid-19”, apontou o governador.

Segundo o governo, efeitos práticos na economia real seriam, por exemplo, contribuintes que quitarem débitos do IPVA poderem receber créditos de carbono.

Atualmente, créditos de carbono são vendidos para países que não atingiram suas metas de redução de gases efeito estufa, por aqueles que conseguiram reduzir as suas emissões. De acordo com o governo, este novo mercado vai gerar empregos e atrair empresas nacionais e internacionais para o Rio de Janeiro, além de tornar o estado representativo na economia de baixo carbono.

Segundo o secretário de Fazenda, Nelson Rocha, a meta é atrair também ativos ambientais da iniciativa privada para que sejam negociados na nova Bolsa. “Queremos fazer do Rio um hub de investimentos de ativos ambientais”, afirmou.

A Bolsa de Ativos Ambientais está prevista para começar a funcionar no segundo semestre. Nos próximos 90 dias, um grupo de trabalho vai debater as medidas propostas e o projeto piloto. Após esses três meses de avaliação, a Nasdaq instala sua filial brasileira no Rio de Janeiro.

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