Roscosmos faz pedidos formais para que sanções à Rússia sejam revogadas

Na semana passada, o diretor geral da agência espacial russa (Roscosmos), Dmitry Rogozin, ameaçou até deixar um astronauta americano na Estação Espacial Internacional (ISS). Hoje (14), o executivo russo pediu que agências espaciais de todo o mundo – incluindo a NASA, ESA e a canadense CSA – revoguem as pesadas sanções econômicas impostas à Rússia desde que o presidente Vladimir Putin autorizou a invasão militar da Ucrânia.

“A Roscosmos enviou apelos por escrito à NASA, à agência espacial canadense e à ESA com uma exigência pela revogação das sanções ilegais às nossas empresas”, diz o tuíte, traduzido do idioma russo.

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Роскосмос направляет письменные обращения к @NASA , Canadian Space Agency и @esa с требованием снять незаконные санкции с наших предприятий – подрядчиков работ в интересах #МКС pic.twitter.com/0NM2Stuft1

— РОГОЗИН (@Rogozin) March 12, 2022

Alguns veículos da imprensa internacional entenderam isso como uma mudança de estratégia da parte de Rogozin, que vinha até então proferindo ameaças de diversos graus – a maior parte destinada aos EUA, cujo presidente Joe Biden levou sanções à Rússia com o objetivo específico de “degradar o programa espacial” do país.

Em uma dessas ameaças, Rogozin chegou a dizer que “deixaria” a ISS cair sobre o território americano.

Embora a NASA e a Roscosmos tenham, no começo da guerra, proferido um apoio continuado uma à outra e que, no espaço, o clima de colaboração entre seus astronautas continuaria, a situação vem se tornando cada vez mais tensa. A escalada da violência da invasão russa tem levado diversos países a darem um passo atrás em parcerias e contratos com o país liderado por Putin, o que invariavelmente afetou o setor aeroespacial local.

O diretor geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, pediu que sanções impostas à Rússia devido à guerra movida contra a Ucrânia sejam retiradas, chamando-as de "ilegais"
O diretor geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, pediu que sanções impostas à Rússia devido à guerra movida contra a Ucrânia sejam retiradas, chamando-as de “ilegais” (Imagem: Vera Larina/Shutterstock)

Não ajuda o fato de que o programa espacial ucraniano busca atingir a independência da Rússia e busca adotar um modelo mais comercial, inspirado no ocidente – algo que a Rússia não parece estar muito confortável.

Rogozin, na semana passada, chegou a comunicar um corte de 30% do próprio salário e dos gestores da Roscosmos, como uma forma de manter o financiamento da agência frente às sanções impostas.

No presente momento, nenhuma das agências citadas publicou qualquer resposta nem teceu comentários na mídia.

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