Rússia abre corredores humanitários na Ucrânia, e civis começam a deixar 5 cidades

Civis ucranianos começam a deixar cinco cidades do país nesta terça-feira (8), incluindo a capital Kiev e importantes cidades como Kharkiv e Mariupol, após a Rússia abrir corredores humanitários em meio à guerra.

A operação para a retirada de moradores de cidades que têm sido atacadas por tropas russas, que invadiram o país vizinho há 15 dias, foi acordada durante terceira rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia na segunda-feira (7).

A guerra já deixou mais de 2 milhões de refugiados e 400 civis mortos, incluindo 27 crianças, segundo a ONU. As Nações Unidas admitem, porém, que o número real de vítimas é muito superior, já que dezenas de casos e relatos ainda não foram confirmados de forma independente.

Mais de 2 milhões de refugiados

O portal do Alto Comissariado da ONU para refugiados (Acnur) dedicado à crise ucraniana mostra que, por volta de 7h30 (horário de Brasília), a cifra de deslocados internacionais em função da invasão russa era de pelo menos 2.011.312.

Mais da metade desse contingente (1,2 milhão) fugiu para a Polônia. Outras importantes nações de destino das pessoas que fogem da guerra são Hungria (191,3 mil), Eslováquia (140,7 mil), Moldávia (82,8 mil), Romênia (82 mil) e a própria Rússia (99,3 mil).

Para efeito de comparação, o número de refugiados ucranianos no mundo até junho de 2021, que deixaram o país principalmente depois da anexação russa da Crimeia em 2014, era de 53,5 mil, segundo o Acnur.

Pior crise desde a 2ª Guerra

A ONU diz que a crise de refugiados na Ucrânia tem o crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

O país tem cerca de 44 milhões de habitantes, e o número de deslocados internacionais tende a aumentar rapidamente, já que centenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas, mas ainda não conseguiram cruzaram as fronteiras.

Em coletiva de imprensa em Oslo, na Noruega, o chefe do Acnur, Filippo Grandi, disse que as
guerras na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo tiveram de 2 a 3 milhões de refugiados, mas em um período de oito anos.

Mortes de civis

Sobre as mortes de civis, o monitoramento é feito pelo Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, que diz que a “maioria das baixas civis registradas foi causada pelo uso de armas explosivas com uma ampla área de impacto, incluindo bombardeios de artilharia pesada e sistemas de mísseis e ataques aéreos e de mísseis”.

Mykhailo Podoliak, conselheiro do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse na segunda-feira (7) que a Rússia já danificou e destruiu 202 escolas, 34 hospitais e mais de 1,5 mil edifícios residenciais desde o início da guerra.

* Com informações da Ansa.

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