Satélite meteorológico GOES-T é implantado com sucesso em órbita e ganha nova nomenclatura

No início deste mês, um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), decolou rumo à órbita geoestacionária da Terra levando um poderoso equipamento meteorológico que faz parte da série GOES-R, um programa de quatro satélites de observação do planeta. Chamado originalmente de GOES-T, o satélite recebeu a nomenclatura oficial de GOES-18 assim que foi implantado, ao atingir a marca de 35.785 km acima da superfície, nesta segunda-feira (14).

O satélite meteorológico GOES-T foi lançado a bordo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), no início deste mês. Imagem: ULA

Sob responsabilidade da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), o GOES-T foi lançado em 1º de março, decolando da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida. O lançamento foi gerenciado pelo Programa de Serviços de Lançamento da Nasa, baseado no Centro Espacial Kennedy.

Após 3h33min da decolagem, o satélite se separou do estágio superior do foguete Atlas V. Os gerentes da missão GOES-T confirmaram que seus painéis solares foram implantados com sucesso, e que o satélite conseguiu começar a operar com sua própria energia.

Conforme o planejado, o veículo lançador entregou o satélite meteorológico GOES-T a uma órbita de transferência geoestacionária, uma órbita altamente elíptica onde o satélite fica perto da Terra durante uma parte de sua órbita e longe da Terra no lado oposto.

Uma vez implantado na órbita geoestacionária da Terra, o satélite foi nomeado GOES-18. Imagem: Agência Espacial Europeia (ESA)

Órbita de transferência geoestacionária

De acordo com o site Space.com, colocar o GOES-T em uma órbita de transferência geoestacionária fornece ao satélite um caminho para atingir sua órbita geoestacionária final sobre a linha do equador, onde ele foi implantado com sucesso após uma série de manobras de elevação e queima de motores. O satélite está agora em posição de orbitar na mesma velocidade que a Terra gira, para que possa manter uma vigilância constante sobre a mesma região.

Em seguida, o GOES-18 realizará seu segundo estágio de implantação da matriz solar. Os painéis solares implantados formarão uma única asa, que girará uma vez por dia para apontar continuamente suas células fotovoltaicas em direção ao Sol. As células fotovoltaicas convertem a energia solar em eletricidade para alimentar todo o satélite, incluindo os instrumentos, computadores, processadores de dados, sensores e equipamentos de telecomunicações.

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Nos próximos dias, diversas manobras serão realizadas para colocar o GOES-18 em sua posição inicial de verificação de longitude oeste de 89,5 graus, entre os satélites operacionais GOES-East e GOES-West. Em seguida, a lança do magnetômetro será implantada. O satélite começará então a verificação em órbita e a validação de seus instrumentos e sistemas.

GOES-18 vai substituir satélite com problema de resfriamento

A NOAA espera ver as primeiras imagens do GOES-18 em maio. Em seguida, o satélite irá se deslocar para oeste, até 136,8 graus de longitude, e terminará os testes pós-lançamento. Pelos planos da NOAA, o satélite GOES-18 assume o lugar do satélite operacional GOES-West no início de 2023, em substituição ao GOES-17.

Embora ainda esteja operacional, o GOES-17, lançado em 2018, sofre de um problema de resfriamento em seu instrumento Advanced Baseline Imager (ABI). Após o período de transição, incluindo a entrega de dados, o GOES-17 entrará em armazenamento orbital, segundo consta no site do GOES.

Essa órbita de armazenamento, normalmente, é usada para equipamentos de backup, ou seja, se o principal falhar, outro entra em seu lugar (como um “banco de reserva”). No entanto, no caso do GOES-17, é o contrário. Foi ele quem falhou, portanto, será transferido para esse lugar, de onde poderá ter um dos dois destinos: ou o “consertam”, e ele retorna à operação, ou é desativado.

O satélite GOES-18 rastreará incêndios florestais destrutivos, raios, tempestades baseadas no Oceano Pacífico, neblina densa e outros perigos que ameaçam a costa oeste dos EUA, o Havaí e o Alasca. Ele também irá monitorar a atividade solar e o clima espacial para fornecer alertas antecipados de interrupções nas redes elétricas, comunicações e sistemas de navegação.

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