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Tesouro Direto: juros de prefixados avançam para 12,45% ao ano; estáveis, títulos públicos de inflação oferecem até 5,88%

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Tesouro Direto: juros de prefixados avançam para até 12,45% ao ano; estáveis, papéis de inflação operam oferecem até 5,88%

Depois de registrar certo alívio na sessão anterior, os preços de commodities como o petróleo operam perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira (18), cotados acima dos US$ 100. Agentes financeiros voltaram a ficar mais temerosos com a possibilidade de que sanções mais rígidas sejam anunciadas contra a Rússia e de que haja problemas no fornecimento do óleo.

Parte das explicações estão no fato de que as negociações entre russos e ucranianos seguem sem avanço concreto. Para além disso, países do Ocidente vêm buscando fechar o cerco contra a Rússia. Nesta sexta-feira, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, conversa com Xi Jinping, presidente chinês, na tentativa de esclarecer a posição da China sobre o conflito.

Há um certo receio de que Pequim venha ajudar militarmente Moscou, escalando o conflito para níveis imprevisíveis. Washington já avisou que uma ação nesse sentido causaria retaliações.

Na cena local, destaque para a divulgação da taxa de desemprego, que recuou para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro. O percentual é menor do que o esperado pelo mercado. Atenção ainda para o pacote lançado ontem (17) pelo governo que pode injetar até R$ 150 bilhões na economia.

De olho em um ambiente internacional que inspira cuidados com reuniões entre autoridades de duas das maiores potências globais, os retornos dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto operam sem direção única na manhã desta sexta-feira.

Papéis prefixados apresentam leve alta nas taxas, enquanto os juros oferecidos pelos títulos de inflação registram estabilidade ou recuo moderado.

Por volta das 9h20, o Tesouro Prefixado 2033 oferecia um retorno de 12,45% ao ano, acima dos 12,41% vistos ontem. Movimento semelhante era registrado com o Tesouro Prefixado 2025, que entregava um juro de 12,39% ao ano na abertura dos negócios, frente aos 12,32% da sessão anterior.

Entre os papéis atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2055, com pagamento de cupom semestral, oferecia a remuneração real de 5,88% ao ano às 9h20, contra os 5,89% vistos um dia antes. Essa era a remuneração mais elevada entre os títulos indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Por outro lado, os papéis com vencimento em 2035 e 2045 entregavam um retorno real de 5,82%, na primeira atualização do dia. O percentual é inferior aos 5,85% registrados ontem (17).

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta sexta-feira (18):

Taxas Tesouro Direto
Fonte: Tesouro Direto

Rússia

Investidores seguem monitorando notícias vindas da Ucrânia, à medida em que a guerra continua. Os ataques russos resultaram em inúmeras mortes de civis no último dia, segundo autoridades ucranianas.

Ainda no radar, a Rússia conseguiu pagar os cupons de seus títulos soberanos a alguns credores, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Embora a incerteza ainda persista, o País pode ter conseguido evitar um grande calote da dívida.

Com os reveses nas negociações entre ambos os países, os preços das commodities, especialmente o petróleo, operam perto da estabilidade. Depois de subir no começo da manhã, por volta das 9h50 (horário de Brasília) de hoje, os contratos do tipo Brent recuavam 0,16%, aos US$ 106,44. Já o contrato do tipo WTI avançava 0,23%, cotado aos US$ 103,22.

Pnad contínua

Após a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) ontem, investidores acompanham hoje a apresentação dos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil caiu para 11,2% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2022, o que representa um recuo de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. É a menor taxa para o período desde 2016, quando registrou 9,6%.

A expectativa dos economistas consultados pela Refinitiv era de que a taxa de desemprego ficaria em 11,4% no trimestre encerrado em janeiro deste ano.

Segundo o IBGE, a população desocupada era de 12 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, ou seja, uma queda de 6,6% na comparação com os três meses anteriores, o que representa uma redução de 858 mil pessoas.

No confronto com o mesmo período do ano anterior, a queda no percentual de desocupados é de 18,3%, o que representa 2,7 milhões de pessoas a menos em busca de trabalho.

Pacote econômico e pressão sobre Silva e Luna

Dentro da cena política, o governo divulgou ontem (17) que planeja injetar mais de R$ 150 bilhões na economia por meio do programa Renda e Oportunidade, do Ministério do Trabalho e Previdência.

O pacote prevê três medidas provisórias e um decreto. Com isso, o governo vai ofertar uma linha de crédito para empreendedores, promover saque extraordinário de parte do Fundo Garantidor do Tempo de Serviço (FGTS), e antecipar o 13º de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de liberar empréstimos consignados para quem recebe benefícios assistenciais, como o Auxílio Brasil.

Até 15 de dezembro, cada trabalhador poderá sacar até R$ 1 mil de suas contas do FGTS. A medida beneficiará 42 milhões de pessoas e deverá injetar R$ 30 bilhões na economia caso todos os trabalhadores retirem o dinheiro.

A autorização para a nova rodada de saques do FGTS consta de medida provisória assinada, na tarde de ontem (17), pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, o saque tem como objetivo diminuir o comprometimento de renda e o endividamento das famílias por causa da crise sanitária provocada pela Covid-19.

Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, o calendário de saques começa em 20 de abril e vai até 15 de junho — o cronograma será detalhado pela instituição.

Atenção ainda para as polêmicas envolvendo a política de preços da Petrobras, que ganharam contornos mais sérios nos últimos dias.

Diante do impacto que a alta nos preços de combustíveis podem ter em ano eleitoral, o governo está expondo Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras (PETR3;PETR4), a uma espécie de fritura pública na expectativa que ele peça demissão do cargo após aumento do desgaste.

De acordo com o jornal Valor Econômico, nos bastidores, até mesmo integrantes da ala militar do governo têm criticado o colega. Somente dois quadros militares têm defendido Silva e Luna publicamente: Hamilton Mourão (Republicanos), vice-presidente da República, e o almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia.

Esse processo tem abalado as ações da Petrobras, que fecharam a sessão da véspera em queda, descolando-se dos seus pares do setor.

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