Tratamento para colesterol não necessariamente reduz risco de ataque cardíaco

Uma pesquisa publicada pela revista científica JAMA Internal Medicine aponta que o tratamento para colesterol pode não ser eficaz na redução do risco de ataque cardíaco. O estudo mostra que os medicamentos usados para diminuir os níveis de colesterol não são capazes de controlar outras doenças cardíacas.

O principal foco da pesquisa foram as estatinas, medicamentos prescritos para reduzir os níveis sanguíneos de lipoproteína de baixa densidade, ou LDL, colesterol ou o popular “colesterol ruim”.

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Atualmente, as estatinas fazem parte do grupo de medicamentos mais prescritos nos Estados Unidos, sendo utilizada por metade dos adultos com 75 anos ou mais do país. No entanto, um relatório da American Heart Association relata que este e outros tratamentos podem ser prescritos em excesso.

A pesquisa liderada por Paula Byrne relata que as pessoas que tomam estatinas viram o risco de ataque cardíaco ou derrame diminuir menos de 1%. “Os benefícios das estatinas dependem do risco inicial de uma pessoa de [doença cardíaca, então] um homem de 65 anos com excesso de peso, fumante com pressão alta e colesterol teria um risco muito diferente do que um homem de 50 anos não fumante. mulher de peso saudável”, explicou.

Byrne afirma que os testes mostram que o medicamento realmente reduz o colesterol ruim e o risco de ataque cardíaco ou derrame em diversas pessoas que o tomam, mas que outra grande parte não experimenta deste benefício.

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Pesquisa mostra que tratamento para colesterol não necessariamente reduz risco de ataque cardíaco. Imagem: dragana991 (iStock)

A pesquisadora disse que esta falta de resultado foi vista principalmente em pacientes que não fizeram mudanças em seus estilos de vida, como início de exercícios físicos, parar de fumar, manter o peso saudável e etc.

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