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Tubos de água, porcas e parafusos: pneus sem ar caseiros são colocados para rodar a mais de 160 km/h; assista

Um piloto de corrida e um engenheiro mecânico construíram pneus sem ar caseiros basicamente a partir de tubos de água, tiras de borracha, parafusos e porcas. O experimento foi postado no canal Driven Media, no YouTube, com um veículo rodando sobre tais itens do-it-yourself (faça-você-mesmo, DIY) a 160 km/h.

O britânico Scott Mansell (sem relação com o campeão mundial de Fórmula 1 de 1992, Nigel Mansell) pilotou um Caterham Seven 270R tendo como parceiro o engenheiro mecânico Callum McIntyre. O leve veículo de corrida foi a opção escolhida para enfrentar, com os pneus criados, desafios consideráveis, em uma experiência barulhenta e bem divertida.

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Pneus sem ar têm sido observados como uma solução para a mobilidade (inclusive para o meio ambiente). O funcionamento desses itens têm um princípio simples: em vez de ar, a banda de rodagem se conecta à roda por meio de materiais flexíveis, capazes de se adaptar ao solo de acordo com a superfície do asfalto e a direção.

É justamente a partir daí que surgem os benefícios, já que pregos e cortes nas paredes laterais do pneu deixam de ser danos irreparáveis. Também não haveria mais a necessidade de verificar a calibragem dos pneus, nem comprar estepes, macacos ou infladores.

Our 270R Race has been out with Driven Media trying out their 'homemade' airless tyres 🧐 While impressive, we think we will be putting our ZZS tyres back on for now 😉 https://t.co/CmInLabs8V pic.twitter.com/rx7EfYPY5f

— Caterham Cars (@caterhamcars) March 12, 2022

300 parafusos e porcas e muito barulho

A ideia dos pneus sem ar caseiros traz uma roda de aço de 14 polegadas de um velho Ford Mondeo recebendo 15 pedaços de cano de água instalados ao seu redor. Para reduzir a vibração, vários tubos menores foram adicionados entre os itens maiores, antes de serem revestidos na banda de rodagem padrão do pneu. 300 porcas e parafusos sustentam toda a engenharia.

Instalados no Caterham Seven 270R preparado para corrida, os pneus acabaram criando uma experiência de condução barulhenta e irregular. E quando falamos de barulho, é necessário citar que os inventores chegaram a medir com um decibelímetro o som, que quase chegou a 100 dB (um barulho na linha de uma britadeira ligada, daquelas de quebrar asfalto).

Um dos detalhes mais preocupantes da artimanha ficou por conta de algumas porcas e parafusos se desprendendo após apenas uma volta na pista. Porém, os pneus sem ar suportaram testes bem rígidos, como uma cama de pregos, que simplesmente passaram “sem furar”, animando a dupla. Confira o vídeo:


Sem ar e em alta velocidade

Além dos pregos, nas cenas temos que houve corrida sobre lombada no asfalto a 64 km/h. Na mesma velocidade, o carro com pneus sem ar caseiros enfrentou um buraco considerável. Quando em uma pista “off-road”, o Caterham correu sobre a grama.

Os pneus sem ar rodaram a mais de 160 km/h, com o design não sofisticado se saindo melhor do que o esperado. Mesmo que, em um determinado momento, McIntyre peça para Mansell parar o carro porque viu uma parte do pneu soltando (um dos tubos pequenos).

O engenheiro mecânico – que em muitos momentos se mostrou “divertidamente apreensivo” – gostou do experimento. “Os pneus aguentam pregos, buracos e até mesmo condução [pesada]. Para rodas caseiras criadas a partir de canos de drenagem, um pneu cortado e parafusos, isso não é ruim”.

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