Vacina contra a chikungunya tem 96,3% de eficácia depois de seis meses

Os resultados finais de um ensaio clínico de fase 3 de uma vacina contra a chikungunya, realizado nos Estados Unidos, apresentou resultados bastante promissores. O imunizante vem sendo desenvolvido em uma parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.

Os dados demonstraram que os níveis de imunização alcançados após a imunização se mantiveram altos durante pelo menos seis meses. Além disso, a vacina também apresentou manutenção na quantidade de anticorpos neutralizantes na casa dos 96,3% neste período.

Anticorpos se mantiveram altos

Dados iniciais apontaram que a taxa de soroconversão da vacina contra a chikungunya seria de 98,5%, tanto para adultos quanto para idosos com mais de 65 anos. Porém, a soroconversão passou para 96,3% depois de seis meses, o que é considerado bastante elevado, e sem grandes reações adversas.

Os números são bastante significativos, já que os testes foram realizados nos Estados Unidos, uma região em que a chikungunya não é endêmica, como é o caso do Brasil, por exemplo. Isso significa que os anticorpos neutralizantes se mantiveram altos em pessoas que não tiveram contato com o vírus.

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A avaliação de segurança da vacina contra a chikungunya foi feita com 3.082 voluntários, tendo apresentado efeitos colaterais leves, como dor de cabeça, fadiga e dor no local da injeção. Todos esses sintomas sumiram em poucos dias, sem a necessidade de uso de medicamentos.

Primeiros resultados já têm quatro anos

Aedes aegypti
Chikungunya é um dos vírus que são transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti. Imagem: Pexels (Pixabay)

A imunogenicidade e segurança da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Butantan e pela Valeva já haviam sido demonstradas em ensaios clínicos de fase 1 e 2 de 2018. Estes testes foram realizados com 120 pessoas de 18 a 45 anos, que nunca tiveram contato com o vírus antes.

Os ensaios clínicos da vacina contra a chikungunya também estão sendo realizados no Brasil. O objetivo dos testes por aqui é avaliar a eficácia do imunizante em uma região endêmica da doença, algo que é importante para atestar a eficácia de um imunizante no mundo real.

No Brasil, o estudo terá duração de 15 meses e será realizado com 750 voluntários, todos eles adolescentes com idades entre 12 e 17 anos. Os testes serão realizados em São José do Rio Preto-SP, São Paulo-SP, Salvador-BA, Fortaleza-CE, Belo Horizonte-MG, Aracaju-SE e Campo Grande-MS.

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